Introdução
Coletar provas digitais pode parecer simples — basta tirar um print, certo? Na prática, muitos advogados e seus clientes cometem erros que podem invalidar evidências cruciais. Conheça os 5 erros mais comuns e como evitá-los.
Erro 1: Tirar print sem metadados
Um simples screenshot não contém informações sobre quando foi tirado, de qual dispositivo, ou se o conteúdo foi alterado. Sem metadados verificáveis, a parte contrária pode facilmente questionar a autenticidade da prova.
Como evitar: Use ferramentas de certificação digital que registram automaticamente data, hora, URL e hash do conteúdo.
Erro 2: Não preservar a URL completa
Muitas pessoas cortam a barra de endereço ao tirar prints. Sem a URL visível, fica impossível verificar a origem do conteúdo.
Como evitar: Sempre capture a tela inteira, incluindo a barra de endereço do navegador.
Erro 3: Demorar para coletar a evidência
Conteúdo na internet pode ser deletado a qualquer momento. Posts em redes sociais, mensagens e páginas web podem desaparecer sem aviso.
Como evitar: Certifique a evidência assim que identificá-la. Quanto mais rápido, menor o risco de perda.
Erro 4: Usar apenas um método de preservação
Confiar apenas em um print salvo no celular é arriscado. O dispositivo pode ser perdido, danificado ou o arquivo pode ser corrompido.
Como evitar: Use múltiplos métodos de preservação: certificação blockchain, backup em nuvem e cópia local.
Erro 5: Não documentar a cadeia de custódia
Mesmo com uma prova bem coletada, se não houver registro de quem a coletou, quando e como, ela pode ser questionada.
Como evitar: Utilize plataformas como o Lexato que documentam automaticamente toda a cadeia de custódia.
Conclusão
Evitar esses erros é fundamental para garantir que suas provas digitais sejam aceitas em juízo. A certificação digital com blockchain resolve a maioria desses problemas de forma automática e confiável.